30 de julho de 2012

III Wol-Extreme Saquarema

Aconteceu neste final de semana a 3ª edição do evento Wol Extreme, realizado na cidade de Saquarema RJ, numa etapa de 2 dias de muita aventura e esforço físico.

No primeiro dia largamos da Pousada Serra do Roncador por volta das 14:00h, pouca gente e um sol espetacular de final de inverno. Logo no início encaramos pequenas subidas sob um barro vermelho que apesar de seco parecia deslizar em alguns trechos. E depois enfrentamos uma trilha bastante técnica, uma subida bem íngreme e finalmente um descida na estrada de chão que nos impulsionava para pisadas cada vez mais fortes e largas, terminando os 4,5 km do primeiro dia de prova de muita técnica e aptidão física.

Encarando a 1ª subida

E dá-lhe subida e muito barro vermelho...


Já no segundo dia a largada se deu por volta das 08:00h, nesse dia tinha ainda menos gente, acho que alguns optaram por fazer a Golden Four e outros haviam desistido após o primeiro dia de pedreira.  Logo de início encaramos subidas por quase 4km e chegamos no ponto mais crítico o da subida da serra do Roncador com aproximadamente 500m de altitude para praticamente sem fôlego descermos uma trilha na mata fechada passando por troncos de árvores, pedras e rios. Foi nesse ponto que não só eu escorreguei, lesionado a panturrilha como muitos outros corredores também tiveram deslizes. Pensei que não conseguiria completar a prova, mas a adrenalina tava a mil e segui mais adiante bem devagar... Então, descemos por uma pequena rua para mais uma vez pegarmos uma trilha de subida que nos levou de volta a estrada do Roncador.

Vanda, Eu e Graça
Começando os primeiros quilômetros de subida...
Encarando a primeira trilha de subida
O visual
O ponto mais alto da corrida na Serra do Roncador

Na chegada a dor já me dominava e após passar pelo pórtico não conseguia mais colocar o pé no chão... Sendo auxiliado pelo simpático staff que me conduziu até a ambulância para os procedimentos de primeiros socorros... Valeu pelo evento espetacular e apesar do sofrimento a conquista do 2º lugar na faixa etária foi uma lavagem de alma.


Amparada pelo Staff e com muita dor na panturrilha
Sendo atendida pelo socorrista

10 de julho de 2012

Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro

Aconteceu nesse domingo, 08 de julho, sob muita chuva, vento em grande parte do percurso e frio a Maratona do Rio.


Chegando no Recreio com a MP Assessoria Esportiva
Chegamos ao Recreio dos Bandeirantes por volta das 6:30h com tempo fechado e muito frio... A largada se deu às 7:30h e logo nos primeiros minutos da prova começou uma chuva fina que logo causou longas poças d'água no asfalto. Começamos num pace leve 7'30", Eu, Andreia e Vânia. Percorremos assim  os dez primeiros quilômetros. A chuva e o frio começaram a ficar mais forte na altura da praia da reserva na Barra, mas seguimos bem até a subida do viaduto do Joá, onde meus batimentos chegaram a 185 bpm e resolvi segurar um pouco, mas logo chegou a descida onde deu para dar uma recuperada, ali já perdi o contato com as amigas Andreia e Vânia que impunham um ritmo mais forte a frente. 




Chegando na praia de São Conrado a chuva e o vento forte me assustaram um pouco. As grades de divisão da pista estavam sendo arrastadas pelo vento... Já na Niemeyer o vento começou a me impulsionar cada vez mais para frente e com a pista muito molhada comecei a trotar bem devagar no intuito de não levar um tombo e acabar a maratona ali. Porém, na orla do Leblon me senti mais confiante e voltei a correr um pouco mais moderado e quando percebi já havia chegado em Copacabana no quilômetro 30. Fui apanhada pela emoção e faltava pouco para a realização de mais um sonho... Porém, após percorrer mais dois quilômetros comecei a sentir fortes dores no joelho e resolvi desistir e atravessar a rua em direção a Av. Nossa Sra de Copacabana para apanhar um ônibus até o Aterro e algumas pessoas ao me ver desistindo começaram a me incentivar a voltar dizendo que o mais difícil eu já havia realizado e agora faltava pouco para partir para glória. Resolvi voltar e praticamente arrastando os pés logo avistei o túnel de Botafogo e ao chegar na enseada de Botafogo a alegria me invadiu fazendo com que os meus pés se arrastassem cada vez mais rápido na esperança de chegar...





E que emoção na chegada!!! Lá estavam minha mãe, irmã e sobrinho gritando: "Tia Cacá, cadê você eu vim aqui só prá te vê!" O sorriso estampou meu rosto e busquei as últimas forças para ser conduzida nos últimos metros pelo amigo Carlinhos e ainda ter o meu nome falado ao cruzar a linha de chegada. Valeu grande amigo Carlinhos Martins e a minha família por tamanha alegria!