24 de junho de 2012

Se a diabetes faz parte da sua vida, corra para não deixá-la ditar as regras

O diabetes mellitus é a mais comum disfunção endócrina do pâncreas, atingindo mais de 150 milhões de pessoas em todo mundo, o que significa que quase 5% da população mundial tem essa doença. No Brasil 7.6% das pessoas entre 30 e 69 anos tem diabetes. O diabetes, se não bem controlado, pode trazer sérios riscos para saúde: como insuficiência renal, cegueira, amputações dos pés e pernas, lesões nervosas e doenças cardiovasculares, como hipertensão e derrame.

No diabetes tipo 2 (não insulino-dependente) o pâncreas produz normalmente a insulina, e em muitos casos até produz uma quantidade maior que a normal, mas a glicose não consegue entrar pois as células dos tecidos não são sensíveis ao hormônio. O diabetes tipo 2 é responsável por mais de 90% dos casos de diabetes, e geralmente aparece depois dos 30 anos.

Como no tipo 1, heranças genéticas podem favorecer o surgimento do diabetes tipo 2, mas com certeza um dos principais responsáveis pelo surgimento da doença é o estilo de vida que o indivíduo leva. Nos Estados Unidos cerca de 80% dos pacientes com diabetes tipo2 eram obesos na época do diagnóstico. Portanto a obesidade é um dos principais fatores que desencadeiam o surgimento do diabetes tipo 2. Acredita-se que o risco de desenvolver diabetes tipo 2 aumenta em proporção direta com o aumento da relação cintura-quadril (quando a circunferência abdominal se aproxima ou excede a circunferência do quadril). Indivíduos obesos apresentam uma menor capacidade em responder à ação da insulina, uma vez que apresentam um número reduzido de receptores (RYAN, 2000).

O melhor remédio

A recomendação do American College of Sports Medicine é de pelo menos 30 minutos de atividade leve a moderada por dia, cinco vezes por semana. "A corrida combate a obesidade e atenua os riscos cardiovasculares, que são as principais causas da diabetes tipo 2. Aumenta a sensibilidade à insulina e regula processos metabólicos, melhorando a eficiência do corpo em gerenciar a glicemia [concentração de glicose no sangue]", diz a endocrinologista Karla Melo, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Atividades físicas como a corrida são especialmente indicadas para quem tem propensão a desenvolver diabetes, ou seja, pessoas com sobrepeso que já sofrem alterações na glicemia, que nelas costuma ficar entre 100 e 126 mg/dl (miligramas por decilitro de sangue) em jejum. Como é uma situação que ainda pode ser revertida, a mudança de hábitos deve ser imediata, incluindo também a alimentação. Segundo Joyce Mourão, nutricionista do Hospital Oswaldo Cruz, o ideal é evitar alimentos ricos em açúcar, gordura e farinha refinada e priorizar os carboidratos complexos sobre os simples.

Corrida e diabetes

Uma vez instalada a diabetes, o jeito é mantê-la sob controle. E a corrida é uma poderosa ferramenta nessa tarefa. "Ao tornar o organismo mais sensível à insulina, o exercício pode reduzir ou dispensar o uso do hormônio injetável ou medicamentos orais. Por isso, hoje já é prescrito como coadjuvante no tratamento", afirma Páblius Braga, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital Nove de Julho, em São Paulo.

O folheto Trabalhando Juntos no Diabetes do laboratório Bristol é bastante interessante, vale a pena conferir!

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