28 de março de 2009

E mais um treino nas Paineiras...

Hoje às 7:00h a turma Araribóia Runners partiu para mais um treino nas Paineiras. Saímos de Niterói com o tempo bem fechado e algumas gotas de chuva nos ameaçaram no caminho. Chegamos no antigo Hotel Paineiras que já serviu de concentração para a seleção brasileira nas eliminatórias da Copa de 1970 e de hospedagem para vários presidentes da República às 7:45h. Aliás o hotel está ganhando vida! Desde o dia 30 de janeiro, o antigo restaurante do hotel se transformou numa galeria de arte e abriga, até junho deste ano, a exposição "O Parque nas Paineiras". A mostra aborda os quatro setores do Parque Nacional da Tijuca, a história das épocas glamourosas do antigo hotel, hoje sob gestão do PARNA Tijuca. O público poderá conferir a exposição, todas as sextas, sábados e domingos, das 9h às 17h. A entrada é gratuita! Vale a pena ir treinar e dar uma olhadinha na exposição.

Vista da varanda do antigo Hotel Paineiras

A subida foi muito boa e logo chegamos na praça de escaladores por volta do km 2, deparando com a subida mais íngreme do percurso. Foi bem tranquilo e passamos pela primeira queda d'água cheios de gás. A estrada estava vazia, cruzamos com poucos caminhantes, corredores e ciclistas. Acredito que o tempo fechado nos previligou dando ainda mais tranquilidade ao local e nos foi permitido até ouvir as músicas do mp3 do amigo Edu que corria ao meu lado...

Chegamos na cancela do entroncamento entre o Alto da Boa Vista e o Sumaré! É hora de descer, apreciar a paisagem, esticar o pé nos trechos mais planos, tirar onda, e pensar em curtir aquela ducha no final... Mas, calma com a velocidade! O impacto é bem forte na descida e pode causar lesões, escorregar ou até mesmo cair. Foi um maravilhoso treino de 12 km em 01h e 37 min.

Eu, Thais, Ricardo e Edu


E vamos descer...

23 de março de 2009

Corrida da Mulher

Neste domingo, aconteceu na Lagoa Rodrigo de Freitas a Corrida da Mulher, com a participação de quase duas mil corredoras num percurso de 7,6 quilômetros.

O evento foi uma festa cor de rosa. O único incoveniente foi a quantidade de corredoras para um pista estreita e ainda disputada por corredores e ciclistas que insistiam em vir na contramão. Larguei com o relógio já marcando 00:02:57, devido a pista estreita. Durante mais de cinco minutos praticamente trotei procurando um espaço para ultrapassar corredoras mais lentas e caminhantes. Conculi a prova em 00:43:49 oito minutos a mais do meu tempo para essa kilometragem.

Na chegada fomos recebidas por uma extensa mesa de frutas variadas e água bem geladinha. Além de excelente alongamento, avaliação nutricional, um tratamento de massoterapia sensacional e muito mais...


Agradeço a equipe FF running pela espetacular acolhida em sua estrutura. Felipe valeu muitíssimo pelo apoio!

Felipe, Thais, Vanda, Sergio, Graça e Eu

As corredoras! Graça, Tathiana, Eu, Thais e Vandinha

Ao lado dos amigos: Ivi, Tathiana e a pequena Clarinha.

18 de março de 2009

Nascidos para correr

A Corrida se torna o segundo esporte mais praticado do país. Capa e matéria publicadas na Revista Isto É do dia 11/03/09.

Confesso que quando vi a capa da revista, logo me entusiasmei. E não foi só a foto que me chamou atenção. A chamada para as diversas matérias também me fisgaram: "Os benefícios de correr". "A medicina esportiva mostra como ela previne o envelhecimento, ajuda a emagrecer, aumenta o bom humor e melhora a autoestima".

As revistas esportivas já estão cansadas de debater sobre esses temas, mas a corrida se tornar o segundo esporte do país e capa de revistas de informações gerais é mais do que merecida essa divulgação. Veja a matéria na íntegra aqui: Revista Isto É


16 de março de 2009

VIII Mini Maratona de Paraty

Pela segunda vez consecutiva, participei da Mini Maratona de Paraty. A largada da prova foi na altura do trevo de Trindade na Estrada Rio-Santos e com chegada no centro histórico de Paraty. A prova teve início às 08:30 com uma belíssima rajada de fogos que também foi repetida no 9º km, metada da prova.

A chuva da noite anterior foi primordial para dar aquela aliviada na temperatura, pois uma das características desta prova é o forte calor e as muitas subidas.


O clima na estrada Rio-Santos estava agradável, o céu nublado e, algumas brisas ao longo do caminho... Todo o percurso foi muito bem sinalizado com marcações de kilometragem incluse no asfalto. Foram colocados postos de hidratação a cada 3km e água do primeiro ao último posto estava numa temperatura prá lá de boa. A organização foi excelente!


Desta vez, consegui terminar a prova sem andar em momento algum. Eu e Thais resolvemos não forçar, manter o mesmo ritmo do início ao fim e assim concluir a prova com tranquilidade no tempo de 02:02:00 (tempo não oficial). Vejam algumas fotos da corrida.

Thais, o mascote da turma e Eu.




Eu e Thais chegando no 9º Km


No km 12, um isotônico a nossa espera...


Mais uma prova concluída!


7 de março de 2009

Vamos deixar de correr assustados

Hoje fiz um treino relativamente leve de 14 km com algumas subidas e descidas, porém por volta do décimo km senti uma fisgada no peito e logo fiquei assustada! Não foi nada, apenas respiração errada! Como tirei recentemente o aparelho dos dentes após longos 4 anos, ainda não me acustumei e tenho respirado pela boca...

Por isso e após ler a matéria Mau exemplo? no Blog Just Run , resolvi postar partes do artigo da jornalista Shannon Brownlee publicado no início do ano passado.

Quando a dor é um sinal de uma doença ou lesão? Quais o sinais que o nosso corpo apresenta? Será que devemos parar de correr sempre que nosso corpo apresentar qualquer tipo de dor? São inúmeros os questionamentos, e por isso devemos ficar alertas, mas também ter noção dos nossos hábitos e organismo aliados a experiência para assim sabermos se é a hora de procurarmos o auxílio médico. Vejam abaixo alguns trechos do artigo:

Eu me senti um pouco sem fôlego outro dia, subindo uma colina. Uma ponta de preocupação alojou-se por instantes em minha mente. Aos 50 e poucos anos de idade, estou numa forma bastante satisfatória. Não fumo. Caminho vários quilômetros quase todos os dias, e ainda consigo vencer minha amiga de 40 e tantos no tênis. Não sou exatamente uma candidata a um ataque cardíaco. Mas ainda assim, tenho ouvido todas essas histórias de mulheres como eu - as sem nenhum fator de risco de doenças do coração -, que foram subitamente atingidas por um ataque cardíaco.

Talvez você tenha tido as mesmas preocupações - imaginado se alguma fisgadinha era azia ou um ataque, se aquela horrível dor de cabeça era causada por tensão ou por um derrame. Quase todo o mundo que conheço que atingiu a meia-idade gasta uma certa quantidade de tempo preocupando-se com esse ou aquele distúrbio.

Mas a maioria dos meus amigos e eu, como a maioria dos americanos de meia-idade, somos uma turma bastante saudável. Se eu perguntasse a meus amigos quanto tempo eles planejam viver, aposto que responderiam como muitos entrevistados de uma recente pesquisa da UPI, que concluiu que a maioria dos americanos acredita que passará dos 80 anos. Não é que temamos correr um perigo iminente de morte, mas achamos que precisamos estar hipervigilantes em relação às doenças para postergá-las ao máximo.

É isso que me preocupa. Por estar constantemente lembrando que devemos estar sempre à espreita de possíveis doenças, os médicos e a mídia têm feito muitos se sentirem mais aflitos. Não tenho certeza se essas advertências têm nos tornado mais saudáveis, mas decididamente têm arruinado nossa sensação de bem-estar. A gente se preocupa com qualquer dorzinha ou mal-estar.

Há manchetes como essa, da revista Forbes: "Sintomas médicos que você não deve ignorar." Já o livro Body Signs: From Warning Signs to False Alarms… How to Be Your Own Diagnostic Detective (Sinais emitidos pelo organismo: De sinais de advertência a alarmes Falsos… Como ser seu próprio detetive de diagnóstico), por exemplo, é um compêndio de sintomas que vão desde pele seca a soluços em excesso - tudo pode sinalizar doenças graves. A missão expressa da obra: "alertá-lo, adverti-lo, talvez até assustá-lo para que você vá ao médico."

Não pretendo monitorar meu colesterol, indubitavelmente, para a consternação do meu médico. Por que me incomodar? Já estou vigiando meu peso, exercito-me regularmente e alimento-me de forma saudável. Não quero tomar medicamentos que oferecem pouca proteção - se alguma - contra ataques cardíacos para pessoas cujo único fator de risco é o colesterol elevado. Se na noite passada eu não consegui dormir oito horas, sempre posso recuperar nesta noite. Meus ossos terão de simplesmente se esfarelar tranqüilamente por conta própria, porque não tenho a mínima intenção de tomar um medicamento cujos benefícios são incertos e cujos riscos são muito reais.

E quanto à ansiedade? Acho que vou cuidar disso desligando a conversa assustadora dos médicos.

*Shannon Brownlee é jornalista e autora do livro Overtreated: Why Too Much Medicine Is Making Us Sicker and Poorer. Partes do artigo originalmente publicado pelo jornal The Washington Post.